date Duas Leitoras | Literatura e entretenimento

25/05/2017

Os celulares estão acabando com os relacionamentos

25/05/2017
Milhares de pessoas acreditam que as redes sociais são as responsáveis pelo fim dos relacionamentos atuais. Eu discordo. Bom, em partes; claro que se um dos parceiros de um namoro está usando as redes sociais de forma inapropriada e desrespeitosa, isso implicará no rompimento, mas aí temos que culpar a infidelidade e a falta de caráter, não as redes sociais.

Não. Não é delas que eu falo quando digo que os celulares estão acabando com os relacionamentos. O que acontece é que tudo é tão rápido, tão prático que muitas vezes não paramos para pensar antes de enviar uma mensagem de texto, um WhatsApp ou até mesmo ligar para alguém esbravejando na hora da raiva. Uma simples coisa se transforma em tempestade em copo d'água, afinal, pra que deixar pra depois se posso xingar agora?

Antes não era assim. Antes, qualquer desavença que existisse deveria esperar o momento de ambos estarem juntos e, convenhamos, a maioria das coisas que nos irrita e faz dizer coisas indizíveis são tão bobas que a gente simplesmente esquece quando nos damos um tempo para refletir e relaxar. Depois de grande parte das brigas que temos, nos perguntamos: "mas será que isso era realmente necessário?" e geralmente não era.


Mas não é só isso: com a troca de mensagens instantânea, tudo é compartilhado o tempo todo! Todas as novidades são divididas em tempo real, a poucos ou muitos quilômetros de distância. E o que acontece quando as pessoas se encontram? Isso mesmo: não há assunto. Tudo já foi dito. E aí, o que resta é cada um pegar o seu celular e ir para um canto ou, então, pegar o celular para ver o que há de novo e ver se assim arranja o que falar. Nos relacionamentos entre amigos, isso gera distanciamento; nos relacionamentos amorosos, isso gera o tédio, a falta de diálogo, brigas e um inevitável fim.

E não vamos nos esquecer das fotos! Ah, as fotos. Tão bonitas no feed do Instagram, com filtro para melhorar ainda mais e uma legenda arrebatadora. Enquanto você posta, a pessoa que lhe acompanha fica de lado, talvez olhando para o próprio celular. Compartilhar a alegria não é ruim, longe de mim dizer isso. O problema é que tanta gente se prende a parecer feliz nas redes sociais que esquece de ser feliz na vida real. E aí, olhando as próprias fotos e a dos outros, se pergunta onde está errando e por que não encontra toda a felicidade contida ali.

Não é que no fim talvez as redes sociais tenham, sim, sua parcela de culpa? Não pelos motivos que a maioria das pessoas acredita, mas sim porque nós desaprendemos a esperar, a nos encontrar, a estar ali verdadeiramente por aqueles que amamos. Vamos combinar uma coisa? Esse final de semana, deixe o celular de lado! Fique com as pessoas que te fazem bem sem precisar provar nada a ninguém e depois volte para me contar como foi a experiência.

22/05/2017

[Novidade] Livros da Editora Valentina com 50% de desconto!

22/05/2017
Olá, pessoas.
Passei bem rapidinho só pra contar que TODO o catálogo da Editora Valentina está com 50% de desconto na Saraiva Online a partir de hoje (dia 22) até dia 28.


Aproveita para ler a resenha de Proibido (Tabitha Suzuma), que foi lançado em 2014 e até hoje dá o que falar, pois trata de um assunto tabu, que eu nunca vi ser tratado em outra obra. Já conhece? Não tem o livro? Corre que está custando apenas R$21,90 essa semana:


Outros livros que tratam de assuntos delicados: Passarinha e Fale! 


Dá uma olhada no site que tem muito mais coisa! A Saga Lux, a Trilogia Não Pare, Trilogia Rockstar, História do mundo e do Brasil para quem tem pressa... CORRE, que com certeza tem algo que vai te agradar!

{Resenha} A viúva - Fiona Barton

Que livro ruim. Que perda de tempo.

a viúva fiona barton capa resenha

Título: A viúva
Título original: The Widow
Autora: Fiona Barton
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 304
Avaliação: 1,5 / 5  😡

Ao longo dos anos, Jean Taylor deixou de contar muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. Ela estava muito ocupada sendo a esposa perfeita, permanecendo ao lado do homem com quem casara enquanto convivia com os olhares acusadores e as ameaças anônimas.
No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento.
Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.

O livro A viúva conta a história de Jean Taylor, a esposa de Glen Taylor, que morreu atropelado há uns meses e, desde então, tem sua privacidade invadida por repórteres que querem falar com ela a todo custo. O interesse deles não é na morte de Glen, mas sim no que ele fez em vida: ele foi acusado de raptar e matar uma menininha de apenas dois anos de idade.

Como ele não confessou o crime e não haviam provas suficientes para incriminá-lo e prendê-lo, ele ficou solto até o fim de seus dias. Mas agora que ele está morto, talvez sua esposa abra a boca e fale sobre como era conviver com ele e se este realmente tinha culpa no cartório.

“Monstros raramente parecem com o personagem. Você espera ver o mal irradiando deles - isso tornaria o trabalho policial muito mais fácil. Só que o mal era uma substância fugidia, vislumbrada apenas de vez em quando, e muito mais horrenda por causa disso.”

O problema é que Jean é uma esposa completamente manipulada pelo marido, vivia em um relacionamento abusivo e não percebia; mentia pelo marido e o encobria sem se dar conta disso ou, melhor dizendo, tapava o sol com a peneira. Assim, mesmo depois de Glen estar morto, será difícil (mas não impossível) arrancar alguma coisa d'A viúva.

Acho que foi com esse livro que comecei a pegar raiva de livros com narrativa intercalada. Sério. Vocês que acompanham sabe que eu amo e acho que dá uma profundidade maior para a trama, mas os autores estão usando esse recurso de uma forma MUITO errada. Em A viúva, os capítulos são alternados entre a esposa do morto, o detetive que está investigando o caso há anos e uma jornalista que finalmente consegue conversar com Jean.

Os capítulos não seguem nenhum tipo de ordem cronológica. Em um momento é presente, dali a pouco já é passado, então é um tempo entre esses dois momentos, salta para o presente, volta pro passado, vai pra uma data em que aparentemente nada aconteceu. Resumindo: é confuso e faz um nó na mente. Provavelmente a autora quis instigar os leitores a continuar lendo, mas no meu caso só me fez passar raiva.

A protagonista é uma coitada. Sério, não consigo achar outra palavra para descrevê-la. Totalmente sem personalidade, sem graça, sem sal, sem nada. Viveu a vida controlada pelo marido e agora que pode simplesmente se libertar disso, ela continua leal àquele que tanto a magoou. Tenho pena, de verdade, mas na maior parte do tempo eu queria mesmo era esbofeteá-la.

“Viciados são mentirosos brilhantes, inspetor. Mentem para si mesmos e, em seguida, para todos os outros. Ficam em estado de negação em relação ao problema e são especialistas em inventar justificativas e colocar a culpa nos outros.”

A história dá todos esses saltos que eu falei e desde o começo já fica muito claro como aquilo vai acabar. Não há suspense, não há mistério, não há aquela vontade maluca de continuar virando as páginas para saber o que acontecerá a seguir, porque na verdade não acontece nada. Somos apresentados a algumas provas que poderiam incriminar Glen, outros pensamentos da esposa que ela dificilmente verbaliza e fica nisso. Um marasmo que dá sono!

Em suma, A viúva era um forte concorrente a aparecer aqui na coluna Abandonei sem dó, e eu só terminei por curiosidade, por achar que poderia haver uma reviravolta e ser surpreendida no fim. Isso não aconteceu e só passei raiva com esse livro. A avaliação 1,5 foi mais pelo esforço da autora, pela forma como a frieza de Glen foi bem construída e pelas duas excelentes frases que pude extrair da obra.

21/05/2017

Acorda: blogueiro também é consumidor!

21/05/2017
Dia desses rolou uma promoção de Dia das Mães na página de uma editora bem famosa.
A regra para participar era simples: postar uma foto de mãe/filho com algum livro da editora (foi o que eu entendi rs) e, então, quem tivesse mais likes ao final do prazo, receberia em casa DOZE livros à escolha. Seriam dois vencedores.

Acontece que algumas blogueiras, inclusive parceiras da tal editora, participaram da promoção. Não só isso: estavam ganhando, disparado, em número de likes. Aí que as outras participantes começaram a reclamar, né? Porque é parceira, não pode participar, porque isso já tá marcado antes de começar quem ganha, porque blogueira já recebe todos os livros das editoras, porque blogueira não precisa comprar livro, porque quem tem que ser premiado é quem realmente compra os livros da editora. Frente a isso, só consegui pensar:


Isso mesmo que eu pensei: Acorda: blogueiro também é consumidor!
Ouso dizer que muitos blogueiros são mais consumidores do que quem não é blogueiro, afinal precisamos produzir conteúdo, não é? Vamos desmistificar algumas coisinhas aqui:

1. Se manter um blog fosse fácil, todo mundo teria um

Ué, não é só começar um blog e booommm, chovem produtos na caixa de correio diariamente? Pois então... cria um blog pra você, oras! Se acha assim tão fácil, tão simples, a blogosfera é enorme e sempre cabe mais um. Mas a verdade é que NÃO é fácil, portanto pode tirar essa ideia da mente;

2. Não se cria um blog e no dia seguinte se tem dez parcerias

Tem gente que acha que basta criar um blog, criar dois posts e no dia seguinte já tem parceria com todas as grandes editoras do país ou, no caso de blogueiras de moda, com as grandes marcas. RISOS. RISOS E MAIS RISOS. Eu tô nesse mundo há quase três anos e afirmo categoricamente que não é assim. Você precisa ter muito conteúdo, muito engajamento com seu público, muitos números nas redes sociais, você realmente precisa ser um INFLUENCIADOR para conseguir parcerias. Já pensou se todos os blogs conseguissem parceria assim de cara? As editoras e marcas iriam à falência custeando os prêmios e mimos. Acorda!

3. Blogueiro gasta MUITO dinheiro com blog

Layout custa caro, sabiam? "ah, mas tem layout free". Sim, tem, mas nesse caso você precisa investir seu TEMPO organizando tudo, afinal é free mas você que se vire. Antes de comprar um layout aqui pro blog eu usava os free e passava as madrugadas programando e mexendo nos códigos. Madrugadas em que a maioria das pessoas estava dormindo, ou seja: ou você gasta dinheiro ou você gasta seu tempo, não tem pra onde correr.
Essa semana fui fazer alguns envios de prêmios e deu quase R$20. Pode até parecer pouco num primeiro momento, mas junta tudo isso durante o ano, os anos pra você ver! Aí tem que pagar promoção no Facebook (que não mostra as publicações para todo o público se não promover), pagar impulsionamento no Instagram (mesmo caso do Facebook), divulgação de sorteio... Esse dinheiro sai do meu bolso, o que nos leva ao próximo tópico.

4. A maioria dos blogueiros (me incluo nessa categoria) não ganha UM CENTAVO com o blog

Vocês já viram algum tipo de propaganda aqui no blog? Não, né? Pois é, até hoje eu optei por não colocar AdSense, eGrana, links de afiliados e afins. Muita gente também opta por não colocar, ou então não tem os requisitos mínimos para ter os links que geram algum (pouco) retorno. Vale lembrar que...

5. Contas não se pagam com livros

Todo mundo acha lindo ver blogueiro literário recebendo livros das editoras, mas esquecem que contas não se pagam com livros. Dá uma aliviada porque não precisamos comprar? Sim, mas nem sempre. Afinal não recebemos TODOS os lançamentos como algumas pessoas acham. A maioria das parcerias permite um livro por mês. UM LIVRO. E você precisa resenhar no PRAZO para poder solicitar outro. Não sei vocês, mas tem livro que eu leio em um dia. Aí fico os outros 29 sem ler nada, só porque não tenho nada de parceria? NÃO! EU COMPRO! Assim como quem não tem blog. E é por isso que reafirmo que: BLOGUEIRO TAMBÉM É CONSUMIDOR.

6. Parcerias com editoras não são a 8ª maravilha do mundo

Eu agradeço de coração às editoras que abriram suas portas para o Duas Leitoras e confiaram no nosso trabalho para ajudar na divulgação de suas obras e SIM, eu me inscrevo para parcerias de editoras com que me identifico MASSSS, assim como tudo na vida, há os seus lados negativos. Sabe aquela ressaca literária que te impede de ler qualquer coisa por semanas? Não pode ter, afinal você tem prazos a cumprir, conteúdo para produzir, novidades para divulgar; sabe aqueles livros que você comprou há uns meses e tá doido pra ler? Não pode ler porque tem os de parceria que são prioridade e você tem que cumprir os prazos. E por aí vai...

Enfim, gente, vamos acordar! Muito leitor procura dicas em blogs e canais literários, além do Skoob (que tem MUITA resenha de blogueiro), então não custa se colocar no lugar e valorizar o trabalho alheio, né?

Ah, as blogueiras ganharam a promoção! E eu achei ótimo, pois vi o empenho delas em divulgar e pedir likes. Além disso, se hoje são parceiras é porque batalharam para isso, passaram por tudo o que citei aqui em cima e muito mais. As que perderam? Reclamaram, claro, mas se não fossem elas esse post não existiria, portanto obrigada e vê se ACORDA!

20/05/2017

{Resenha Premiada} Uma Chance Para Recomeçar - Diana Scarpine

20/05/2017

Título: Uma Chance para Recomeçar
Autora: Diana Scarpine
Editora: Pandorga
Ano: 2016
Páginas:432
Avaliação: 5/5

* livro cedido pela autora para resenha *
Carina é uma workaholic rica e bem-sucedida cuja vida se resume ao trabalho. Afogada em estresse, ela não se importa com a solidão que habita seu coração, pois o amor nunca foi uma das suas prioridades, até que algo inusitado acontece. Repentinamente, ela se vê privada do trabalho e deseja aplacar a solidão que a consome, principalmente quando conhece Aurélio, que a trata de uma forma diferente da qual ela está acostumada. Consumido pela tragédia que vitimou sua família e deixou-lhe sequelas físicas e emocionais, Aurélio não quer nada além de se afundar cada vez mais na dor e na culpa que sente. Suas certezas começam a ficar abaladas à medida que Carina se aproxima cada vez mais dele. Quantos obstáculos precisam ser vencidos para recomeçar? O amor é capaz de vencer as amarras do passado e o preconceito?